quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A MENINA QUE FEZ A AMÈRICA


4º ano

Neste bimestre viajamos pela América com as histórias engraçadas de Fortunatella e seus avós.

Comente você também sobre essa viagem… beijinhos Prô Aline



A MENINA QUE FEZ A AMÈRICA

 Eu vou morrer um dia, porque tudo que nasce também morre: bicho, planta, mulher, homem. Mas histórias podem durar depois de nós. Basta que sejam postas em folhas de papel e que suas letras mortas sejam ressuscitadas por olhos que saibam ler. Por isso, aqui está para vocês o papel da minha história: uma vida- menina para as meninas-dos-seus-olhos. Vou contar…Eu nasci no ano de 1890, numa pequena aldeia da Calábria, ao sul da Itália. E onde fica a Itália?… É só olhar um mapa da Europa e procurar uma terra em forma de bota, que dá um pontapé no Mar Mediterrâneo e um chute de calcanhar no Mar Adriático. É lá. Lá, nessa terra entre mares, foi que eu nasci num dia de inverno, quando as flores silvestres que perfumavam o ar puro dos campos da minha aldeia estavam à espera do florescer da primavera. Saracema: este era o nome do lugar pequenino onde eu nasci. Eu disse “era”, embora o lugar ainda existia e tenha crescido, como eu também cresci. Mas, como nunca mais voltei para lá, acho que não pode se mais o mesmo que conheci e onde vivi até os dez anos de idade. A Saracena de 1890 era aquela sem a comunicação do telefone, os sons do rádio e as imagens da televisão nas casas; sem o eco dos carros e das motocicletas nas estradas ou o ronco dos aviões sobre telhados.   A música que andava no ar, nos tempos da minha infância, vinha do canto dos pássaros, do chiar das rodas das carroças, das batidas dos cascos dos cavalos, do burburinho do risco das crianças e do lamento dos sinais das igrejas. Essa era a voz da terra onde começava a minha vida e terminava o meu mundo. Nunca cheguei a conhecer meu pai, Domenico Gallo. Só em retrato: um homem alto, bonito, de finos bigodes. Dizem que ele ficou muito feliz quando eu e meu irmãozinho Caetano nascemos. Ah, esqueci de dizer que meu nome é Fortunatella e que, quando menina, me chamavam de Fortunatella. 
 (Laurito, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo, FTD)


9 comentários:

  1. Eu amei as histórias de Fortunatella, mas a que mais me chamou à atenção foi "as almas do amém"...achei muito engraçado o final da história!!! beijinhos Prô Aline

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  2. Eu achei o livro muito legal porque as histórias são parecidas com as nossas.

    Ass. Enzo Fukushima Uematsu

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  3. Eu achei as histórias muito engraçadas,o livro é maravilhoso e muito legal. Obrigado professora Aline por passar todas essas matérias
    legais que você dá para nós

    Ass:Pedro Henrique de Souza Nascimento

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  4. olá professora eu só queria comentar que eu amei esse livro ele é uma fascinante historia quem ler não vai arrepender de ter lido, pois são coisas que nunca pensamos que poderia acabar acontecendo na nossa vida quanto também na dos outros eu recomendo atos.

    Bjs Emily do 5anoA

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  5. Eu amei esse livro.Quando o li na escola com meus colegas eu me apaixonei por ele,gostaria que no projeto leitura alguém o levasse para emprestar a nossa turma.

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  6. eu gostei muito do livro chega de bagunça da Barbie na parte
    que ela ajudou a Nina,a ajudar a arrumar o seu quarto e ela
    achou um tutu escondido.
    assinado: Karolyne.

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  7. Karolyne Miyuki Inoue 4ano A31 de agosto de 2013 às 07:09

    Eu li o livro: chega de bagunça! Gostei muito do livro na parte que a Barbie ajuda a Nina arrumar o quarto e acha uma capa de chuva e quando ela fala: que quarto arrumado e tudo nas prateleiras!

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  8. Oi professora Aline tudo bem?
    Mudando de assunto eu gostei muito das hist. de Fortunatella.
    Eu achei legais demais.
    Eu achei bem mais legal a hist. A carta fatal
    Obrigado por ser legal.

    Ass: Pedro Henrique de Souza Nascimento

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